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19/06/2017 | Concebido por Campo Mourão

DIU é pouco utilizado por causa de mitos, afirmam médicos; conheça as vantagens

DIU é pouco utilizado por causa de mitos, afirmam médicos; conheça as vantagens

O dispositivo intrauterino (DIU) é um método que tem alta eficácia e é indicado para quem deseja uma contracepção de longo prazo (3 a 10 anos dependendo da versão escolhida). Atualmente, existem duas versões dele: o DIU de cobre e o DIU hormonal.

De acordo com o ginecologista, obstetra e membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) Fábio Cabar, o DIU atualmente é usado por 150 milhões de mulheres de vários países e é o método contraceptivo reversível mais frequente no mundo.

“As taxas de falhas são extremamente baixas, de menos de 1 por 100 mulheres no primeiro ano de uso, com a vantagem de poder ser usado por tempo prolongado”, comenta Cabar.

Contudo, no Brasil, ele ainda está longe de alcançar as pílulas anticoncepcionais. “O DIU é subutilizado no Brasil. Em outros países, o DIU com hormônio é muito mais utilizado”, afirma o presidente da Febrasgo, César Fernandes.

Mitos sobre o DIU

Para Fernandes, a baixa adesão ao DIU é decorrente de mitos que fazem com que médicos tenham preconceito e optem por não indicá-lo.
“Hoje o DIU é retirado por um fiozinho e é muito seguro. Antigamente, ele tinha múltiplos filamentos e isso ajudava as bactérias patogênicas crescerem, provocando doença inflamatória pélvica, entre outras, e mulheres chegaram a morrer por isso. Isso não existe mais, mas alguns médicos ficaram com esta ideia e é difícil quebrar um mito”, explica Fernandes.

DIU pode causar infertilidade?

A ginecologista e professora da Unicamp Ilza Maria Urbano Monteiro comenta que outro mito é achar que o DIU não pode ser colocado em mulheres que ainda não tiveram filhos.

“Este é um conceito antigo. O DIU não prejudica a fertilidade, não causa obstrução pélvica e pode ser uma boa alternativa para adolescentes quem têm dificuldade em lembrar de tomar um remédio de uso diário, como a pílula”, comenta.

Além disso, a ginecologista lembra que a manutenção do treinamento para a colocação de DIU é importante e muitos médicos não têm o hábito de fazê-lo. “Para quem não vê DIU há muito tempo é mais difícil colocar e os médicos tendem a indicar aquilo com que têm mais experiência”, esclarece Ilza sobre uma possível causa da subutilização do método no Brasil.

O DIU hormonal libera o hormônio levonogestrel dentro do útero e impede a passagem dos espermatozoides e a fecundação do óvulo. Além de prevenir a gravidez, ainda reduz o sangramento menstrual excessivo.

Já o DIU de cobre não libera nenhum tipo de hormônio no organismo e também não oferece riscos para a saúde, já que o cobre não é um metal tóxico. De acordo com a ginecologista Daniela Gouveia, da clínica médica Vivid, ele consegue prevenir a gravidez ao causar uma inflamação no endométrio, que é o tecido que reveste internamente o útero. Esta inflamação faz com que a cavidade uterina se torne um lugar desagradável para o espermatozoide.

A colocação do dispositivo intrauterino geralmente é realizada no próprio consultório médico e a anestesia só é necessária em mulheres que apresentam dor forte durante o procedimento. Ele é indicado para mulheres que desejam uma contracepção de longo prazo (3 a 5 anos).

Efeitos colaterais

Entre os possíveis efeitos colaterais do DIU hormonal estão: menstruação irregular ou ausência de menstruação, acne, dor de cabeça e nas mamas e alteração de humor. Já o dispositivo de cobre não oferece efeitos adversos.

Vale lembrar que, como eles não alteram a ovulação, a mulher pode continuar tendo TPM mesmo sem menstruar.

Fonte: CAMPO MOURÃO | CIDADE PORTAL | VIX.COM

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