Goioerê, terça-feira, 26 de setembro de 2017 Trocar cidade

Esportes

11/07/2017

Novo Hall da Fama do UFC, Maurice Smith admite: Não sei os critérios

Novo Hall da Fama do UFC, Maurice Smith admite: Não sei os critérios

Novo membro do Hall da Fama do UFC, Maurice Smith se orgulha da carreira construída no MMA e, principalmente, no kickboxing. Após a cerimônia realizada na última sexta-feira, em Las Vegas, o ex-campeão peso-pesado do Ultimate falou sobre o período em que esteve dentro dos ringues, a eficiência dos strikers na atualidade e a ausência de Marco Ruas no seleto grupo. Esbanjando sinceridade, o americano ainda revelou que não entende os critérios usados pela organização para decidir quem deve ou não entrar no Hall da Fama e que o fator determinante para sua indução foi a vitória sobre Mark Coleman, em 1997, no UFC 14, quando conquistou o cinturão dos pesados. 

- Eu concordo que Marco Ruas trouxe o crosstraining ao UFC antes de mim. Perguntei por que eles escolheram a mim, e eles disseram que foi por causa daquela luta (contra Mark Coleman). Não tive o melhor cartel no MMA (4-3 no UFC), então não foi baseado na minha conquista total, foi baseado numa luta só, que eles acham que “mudou tudo” - afirmou, antes de completar. 

- Conheci Marco em Casper, Wyoming, quando ele enfrentou Paul Varelans, antes mesmo de eu considerar lutar MMA. Tinha muito respeito por ele já naquela época, porque era um striker como eu. Mas não importa a contribuição total ao esporte, é uma luta só. Sakuraba esteve em muitas lutas…Não sei qual é o critério para dizer quem entra. Para mim, foi só uma luta, que ajudou a mudar o jogo. O Marco estava aqui antes de mim, e venceu Paul Varelas com chutes (nas pernas). Não sei, não posso julgar. Ele fez o que fiz antes de eu fazer, mas talvez não tenha sido uma luta tão empolgante. Não sei.

Apesar de reconhecer a importância de Marco Ruas no MMA, Maurice Smith afirmou que o brasileiro não chegou a ser uma inspiração para a sua carreira, já que, antes do "vale tudo", já ostentava o título de campeão mundial de kickboxing. 

- Eu já era um kickboxer mais realizado do que ele. Marco e eu, quando nos conhecemos, ele foi uma pessoa muito legal, e achei muito impressionante quando ele bateu o Varelans, mas eu já era campeão mundial de kickboxing, ele não me inspirou desta forma. Eu podia apoiá-lo mais por ele ser striker. Mas não sei como eles escolhem as pessoas para entrar no Hall da Fama, só sei que aquela luta contra o Mark Coleman foi o motivo de eu entrar - disse Smith, que venceu o brasileiro no UFC 21, em 1999, por nocaute técnico (interrupção do córner).

Aos 55 anos, Maurice Smith revelou não ter ficado ansioso com a possibilidade de não ser chamado para integrar o Hall da Fama do UFC. De acordo com o próprio ex-campeão dos pesados, seu passado no kickboxing foi bem mais impressionante e de maior relevância que seu cartel no MMA.

- Não estava preocupado (que não lembrassem de mim). Acho que isso solidifica meu legado no MMA. Tenho orgulho dos meus fãs no kickboxing, e infelizmente, no MMA, vocês não conhecem minha história inteira. Eu trabalhei por muitos anos, fui 71 lutas no kickboxing, fui campeão mundial quatro vezes, mas infelizmente a América só me conhece como um lutador de MMA com um passado no kickboxing. Mas mesmo assim, isso apenas me solidifica e me “legitima” no olho dos fãs. Agora os fãs do MMA vão me conhecer mais - comentou Smith. 

Fonte: GOIOERÊ | CIDADE PORTAL | SPORTV

OPINE!

 

CIDADE PORTAL
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso.