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15/07/2020

Sumô - Sensei Jerimoto Gaspar dos Santos

Sumô - Sensei Jerimoto Gaspar dos Santos

História

O sumô, esporte nacional do Japão, tem uma história de mais de dois mil anos. Acredita-se que o arquipélago tinha suas ilhas habitadas por diferentes povos e cada uma delas possuía seu próprios deuses. Por volta do século 5, decidiu-se que o soberano de todas elas seria definido através de uma luta de sumô. De confrontos em confrontos, apareceu Takemikazuchi, um deus de força monstruosa, que reinou absoluto por vários séculos. Assim, essas ilhas e tribos rivais acabaram se fundindo num povo único.

Ainda segundo a lenda, o Japão teria sido criado pela deusa Amaterasu. Assim, até hoje, o imperador japonês — considerado descendente direto da deusa — mantém a tradição comparecendo à abertura dos torneios de sumô, sendo a Taça do Imperador o prêmio máximo para o lutador campeão. As características específicas do sumô japonês desenvolveram com o passar do tempo em harmonia com o clima e ambientes naturais do Japão juntamente com as características culturais e espirituais dos japoneses.

No início, o sumô era uma luta selvagem, transformando-se, após a implantação de regras e o desenvolvimento de técnica, em luta marcial. No século 8, as lutas eram realizadas durante os banquetes anuais da Corte Imperial. Aliás, até a Era Kamakura (1185 d.C.), o sumô era restrito ao Imperador, shoguns e daimyôs (senhores feudais), que organizavam competições entre seus lutadores e apresentações em festas religiosas para homenagear deuses xintoístas.

Com o desenvolvimento do feudalismo depois do século 10 e o predomínio do poder da classe dos guerreiros, o sumô veio a ser amplamente praticado como uma técnica de luta entre eles (1192–1580).

No governo Tokugawa (1603–1868), a modalidade desenvolveu-se com academias financiadas pelos daimyôs. Os lutadores tornaram-se, assim, profissionais. Em 1868 foi fundada a Associação Japonesa de Sumô, que até hoje é a entidade máxima da modalidade.

No Brasil

O primeiro campeonato de sumô no Brasil foi registrado no ano de 1912, na cidade de Guatapará, na região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Imigrantes movidos pela saudade da terra natal e pela falta de opções de lazer, começaram a treinar nos cafezais. Em 1962 foi realizado a primeira competição oficial, em Mogi das Cruzes. No ano seguinte surgiu a Federação Paulista de Sumô, que até o princípio deste ano estava subordinada a Confederação Brasileira de Pugilismo. Desde janeiro, Yoichi Okamoto preside a Confederação Brasileira de Sumô, que conta com as federações de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Pará.

O Brasil é apontado como uma das principais potências da modalidade. O País chegou a ter, inclusive, dez lutadores tentando a profissionalização no Japão. Hoje, são apenas três. Dois deles, Yoshinobu Kuroda e Vander Ramos, estão muito próximos de conseguir chegar ao jyuryô, o primeiro estágio entre os profissionais (o brasileiro Gô Ikemori já esteve nessa categoria).

Princípios

O sumô chegou às escolas, exército e às empresas japonesas, baseado na crença de que a luta fortalece o espírito e melhora o controle mental. O sumô atualmente segue as tradições e regras estabelecidas há séculos. Por isso, continua homenageando os deuses, pedindo proteção e rezando para uma boa colheita, como se fazia antigamente.

A origem do sumô confunde-se com a origem mitológica do Japão. Há uma lenda que nos tempos míticos, os deuses lutavam entre si. O sumô não era apenas um esporte, mas uma forma de prever se as colheitas seriam boas através das intenções dos deuses. Relacionado aos cultos animistas, o sumô manteve a forma e adquiriu regras para se desenvolver, sem perder as características iniciais.

É uma luta de competição japonesa, em que dois atletas (rikishi) competem num ringue circular, o dohyo, onde o primeiro a tocar o chão com qualquer parte do corpo exceto os pés ou pisar fora do dohyo perde a luta. Um rikishi também perde a luta se aplicar algum golpe proibido. O sumô é bastante antigo e, apesar de ser um esporte, conserva rituais xintoístas. Apenas os rikishi das duas categorias superiores recebem salários.

Com o objetivo de demonstrar que a luta é feita sem armas, de “mãos limpas”, o lutador de Sumô usa apenas o mawashi na luta. O mawashi é uma faixa de tecido grosso que é enrolado em volta da cintura do lutador e serve tanto para proteger as partes intimas quanto para ser agarrada para efetuar golpes.

O sumô chegou ao Brasil com os imigrantes no início do século 20. O primeiro campeonato da modalidade realizou-se na colônia de Guatapará, no interior paulista, em 1914. Em 1962, foi criada a Federação Paulista de Sumô, e em 1998, a Confederação Brasileira de Sumô. Em 2000, o Brasil sediou o Campeonato Mundial no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Foi a primeira vez que o torneio foi disputado fora do Japão.

Qualquer um pode praticar sumô. Não há limites físicos, etários ou étnicos. Aquela velha história o lutador obeso não passa de mito, afinal a própria palavra “obeso”, remete-nos à idéia de sedentarismo, o que obviamente não se aplica aos atletas. Isso é bem provado quando se observa um treino de sumô, tanto profissional quanto amador.

Para praticar sumô basta entrar em contato com qualquer uma das entidades filiadas à Confederação Brasileira de Sumô (CBS).

Existem muitos termos usados tanto no Brasil como no Japão:

Tachiai - Por aqui também chamado de “saída”, é o momento que os lutadores partem um ao encontro do outro;
Mawashi - A faixa utilizada na cintura pelos lutadores;
Shikiri - A posição de ataque, largada, início de uma luta;
Tawara - O circulo que limita a área de combate dos lutadores;
Tirichyozu - O ritual antes da luta que simboliza a luta franca, sem armas.

Com o objetivo de demonstrar que a luta é feita sem armas, de “mãos limpas”, o lutador de Sumô usa apenas o mawashi na luta. O mawashi é uma faixa de tecido grosso que é enrolado em volta da cintura do lutador, e que serve tanto para proteger os órgãos genitais quanto para ser agarrada para efetuar golpes.
Não precisa ser gordo, nem japonês, para ser um dos 800 lutadores profissionais no Japão. Mas também não dá para ser magrelo: estreantes precisam pesar no mínimo 75 quilos, ter no máximo 23 anos e medir pelo menos 1,73 metro. Candidatos fora dessas especificações precisam passar por testes físicos antes de virar profissionais

ORDEM NO TERREIRO

São seis grandes torneios (honbasho) por ano (cada um com 15 dias de lutas) transmitidos ao vivo pela TV para todo o país. As lutas são arbitradas pelos gyoji, que contam com cinco auxiliares (shimpan) e outros dois que ficam de olho no replay da TV. Os gyoji são ranqueados e o nº 1 sempre fica com a luta mais importante do dia

SOLO SAGRADO

O ringue (dohyo) é feito com terra batida e coberto com uma camada de areia. Para delimitar a área circular, onde **** o combate, são usados 20 tubos feitos com feixes de palha de arroz (tawara). Os lutadores sempre entram pelo lado leste ou oeste e o gyoji (juiz principal) sempre entra pelo sul.

Antes da luta, os atletas cumprem um longo ritual

Um combate de sumô dura no máximo três minutos, mas a cerimônia que precede o quebra-pau demora muito mais. Apesar disso, o sumô profissional (Oozumo) é o esporte nacional do Japão. Até o imperador comparece aos torneios

1 - Cumprimentam-se, fazem o shiko (movimento com as pernas) e tomam a “água do poder”

2 - Lançam um punhado de sal no solo para purificá-lo

3 - Frente a frente, fazem o chirichozu (movimento com os braços)

4 - Voltam ao córner, jogam mais sal e fazem o shiko novamente

5 - Assumem a posição de luta (shikiri), mas voltam ao córner

6 - Fazem o shikiri e jogam sal mais duas vezes. Por fim, vão à luta.

Sumô é um esporte que depende da ação gravitacional. O objetivo é tirar o adversário do ringue ou fazer alguma parte do seu corpo tocar o chão. Os lutadores são favorecidos para a prática por causa de seu centro de equilíbrio. O nome da roupa é MAWASHI é muito usada como uniforme dos atletas nas lutas de sumô, é uma faixa de tecido GROSSO que é enrolado em volta na cintura do lutador, e que serve tanto para proteger os órgãos genitais quanto para ser agarrada para efetuar os golpes.

 

 

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Fonte: Sensei Jerimoto Gaspar dos Santos

Sensei Jerimoto Gaspar dos Santos

Sensei Jerimoto Gaspar dos Santos

Escreve sobre Karate

Sensei Jerimoto Gaspar dos Santos,  Faixa Preta Nidan, proprietário da Academia Nintai de karatê do tradicional , filiado junto à , Federação de karatê-do Tradicional do Paraná, Confederação brasileira de karatê tradicional e Federação Internacional de Karatê Tradicional.

Professor à 20 anos, atuando nos municípios de Rancho Alegre d'Oeste e Juranda, Campo Mourão e Foz do Iguaçu,  nascido em Goioerê, casado, pai de uma filha. Nesta coluna, vamos trazer as origens, raises, filosofias e realmente o que é Karatê Tradicional e os benefícios que proporciona através da prática correta para a formação de seus praticantes.

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